Friday, 1 January 2016

Atlas of the European dragonflies and damselflies

O ano de 2016 também começa com a distribuição do novo Atlas of the European dragonflies and damselflies, editado por Jean-Pierre Boudot e Vincent J. Kalkman, e publicado no final de 2015 pela KNNV Publishing, the Netherlands.


O novo Atlas vem complementar e actualizar parcialmente o Atlas of the Odonata of the Mediterranean and North Africa, que tinha já sido editado por J.-P. Boudot e V.J. Kalkman, e tinha sido publicado em 2009 pela Libellula.

Escrevem agora os editores: The literature on European dragonflies is very rich and the current book contains only a fraction on what is known. We feel however that the present publication gives a good overview of the knowledge regarding the distribution, habitat requirements and conservation status of European odonates to date.

Apresentam-se detalhadamente neste Atlas as 143 espécies europeias indígenas, referindo a sua taxonomia, a sua distribuição pela Europa (em mapas de quadrículas UTM com 50 x 50 km) e global, a estabilidade ou tendência de expansão / decréscimo das populações, os habitats e os períodos de voo, as estratégias de conservação, e os estatutos de protecção das espécies, nomeadamente de acordo com a Directiva Habitats.

É dado algum destaque à Convenção de Ramsar (Convention on Wetlands of International Importance) e à rede de áreas classificadas no enquadramento da mesma, para a protecção dos habitats de alguns taxa, como a libélula Macromia splendens que ocorre, por exemplo, no Algarve. É referida a Directiva Habitats, que impõe medidas de protecção para espécies de libélulas que ocorrem no Algarve, como a já mencionada M. splendens, mas também Gomphus graslinii e Oxigastra curtisii. É, por último, referida a European Red List of Dragonflies.

Para o Algarve merece igualmente atenção a libelinha Lestes macrostigma, que tem uma pequena população na Reserva Natural de Castro Marim e Vila Real de Santo António (RNSCMVRSA). É uma espécie classificada como EN (Endangered) para os 27 estados-membros da União Europeia.

Por último, é discutido o ainda inexistente European Dragonfly Monitoring Network e a conveniência na sua criação. Mesmo assim, á reconhecida a importância fundamental das observações ocasionais ou estruturadas dos numerosos voluntários que existem por toda a Europa, e que através de métodos estatísticos apurados permitiram consolidar a informação agora publicada e publicar um Atlas muito interessante, detalhado e rigoroso!